Para mim as férias valem quando tenho uma experiência significativa, desta vez foi a subida ao ponto mais alto de Portugal, que só foi possível pela insistência da minha amiga Isabel Ribeiro, senão ficaria lá por baixo...
Não se trata apenas de subir uma montanha imensa e negra, não se trata apenas de ultrapassar mais um desafio, não se trata apenas de estar num lugar alto e poder contemplar o horizonte e ver tanto mar. Há muito mais nesta subida, mesma que eu tenha ficado completamente dorido, com os pés inchados e cheios de bolhas.
Há algo maior que isto tudo, que só se pode sentir se escalarmos, algo que está na origem dessa empatia entre os caminhantes, os que sobem e os que descem, e que se olhem, quase que não dizem duas palavras, mas experimentam naquele momento uma amizade imensa. Há algo mágico nesta escalada que nenhuma palavra ou imagem conseguem traduzir, uma sinfonia. Tudo isto para dizer, desculpem arrogância, que o mundo se divide em duas partes os que já escalaram o Pico e os outros...



